Oração
em grupo
Os
grupos de oração são comunidades de irmãos que se
unem a Deus em oração. A participação numa oração
comunitária parte sempre de uma iniciativa de Deus, que quer reunir os
seus filhos e atraí-los a Si. Foi Ele que primeiro nos amou e quer, como
sempre fez ao longo de toda a história da salvação, entrar
em contacto com o homem para lhe dar a Sua vida em plenitude.
O centro de uma reunião de oração é sempre Jesus.
Ele é a fonte donde emana toda a força que nos impulsiona para
o diálogo com Deus. Em Jo 14,6 Jesus disse: “Eu sou o Caminho a
Verdade e a Vida. Ninguém pode ir ao Pai senão por Mim”.
Na
oração, o Espírito Santo, que mora em nós desde
o dia do nosso Baptismo, une o nosso coração ao coração
de Jesus para glorificar a Deus, nosso Pai
A finalidade única da oração comunitária é
o louvor e a glorificação a Deus através de Jesus, que
pela força vivificante do Espírito Santo vai conduzindo a nossa
oração, e vai orando em nós, ensinando-nos a fazer silêncio
e a crescer no amor.
Como diz S. Paulo em Gal.4,6. “(…) porque somos filhos, Deus enviou
aos nossos corações o Espírito do Seu Filho que clama Abba!-Pai”.
Pressupõe sempre um coração dócil à acção
do Espírito Santo para que Ele possa actuar e dinamizar pelo Seu impulso
vivificante a oração comunitária.
Como referiu João Paulo II, em 24-6-2002, seremos tanto mais santos quanto
mais deixarmos que o “Espírito Santo nos configure com Cristo”.
O
homem foi criado para louvar a Deus, por isso não há nada de tão
autêntico como uma oração de louvor em que se realiza aquilo
para que efectivamente fomos criados. Como diz S. Paulo, em Ef.1,12. “(…)
fomos escolhidos em Cristo para que nos entreguemos ao louvor da Sua glória
(…)”.
O Santo Padre incentivou a oração de louvor citando o Catecismo
da Igreja Católica, nº 2639 “ (…) continuai a amar e
a fazer com que se ame a oração de louvor, que é a forma
de prece que mais imediatamente reconhece que Deus é Deus! Canta-O por
Ele ser quem é, glorifica-O para além do que Ele faz porque “Ele
é”.
Na
oração partilhada a nossa fé vai-se cimentando e Deus vai
intervindo, edificando a Sua Igreja e construindo uma comunidade de amor e paz.
Nos grupos de oração encontramos todas as manifestações
que existiram na Igreja primitiva, nas comunidades cristãs daquela época,
como a oração de louvor, de acção de graças,
de adoração ao Senhor e todas as manifestações dos
carismas de que nos fala S. Paulo em Ef. 12,1-12.
As reuniões de oração são, pois, uma continuidade
das que realizavam os nossos primeiros irmãos na fé. Nos Actos
dos Apóstolos 2,1-2. verificamos que a Igreja nasceu a partir de uma
oração em comunidade. S. Lucas refere, em Act. 1,14 que “(…)
todos unidos pelo mesmo sentimento entregavam-se assiduamente à oração,
com algumas mulheres entre as quais Maria (…).”
Importa
pois, realçar:
“Entregavam-se assiduamente à oração”, num
mesmo sentimento, com a Mãe de Jesus.
A reunião de oração é uma união de irmãos
na fé e no amor, com o mesmo objectivo e um único sentir: louvar
a Deus e participar da comunhão com Ele.
Em várias passagens da Sagrada Escritura, Jesus ensinou aos Seus discípulos
os segredos de uma oração eficaz. Em Mt 18,19, Jesus disse: “(…)
se dois de entre vós se unirem na terra para pedir qualquer coisa, vão
obtê-la de Meu Pai que está no Céu. Pois onde estiverem
dois ou três reunidos em meu nome Eu estou no meio deles.”
Não se trata apenas de um encontro, mas de uma verdadeira união na fé e no amor fraterno, para que a oração seja mais poderosa e se manifestem todos os carismas que o Senhor deu a cada um.
“Todos
unidos no mesmo sentimento”
A união espiritual de todos os que participam na oração
comunitária, é indispensável para que se atinjam verdadeiramente
os objectivos da oração e para que seja possível caminhar
espiritualmente para Deus.
Com
Maria
Quando rezamos temos sempre a companhia de Maria, tanto na nossa oração
pessoal, como comunitária. Em Maria, encontramos um exemplo de louvor
e glória ao Senhor.
Maria, modelo de oração, esteve presente no nascimento da Igreja
e continua hoje a interceder por toda a humanidade.
Lourdes
Azinheiro
Pneumavita