Só por Ele, só com Ele, só n'Ele
Passei o fim-de-semana de 13-14-15, em Fátima, numa
Assembleia do Renovamento Carismático Católico, Comunidade Pneumavita, orientada
pelo Padre Alfredo Neres, Comboniano.
O que leva cerca de duas mil pessoas a
saírem de suas casas e passarem um fim-de-semana em oração, ouvindo ensinamentos
sobre a Palavra de Deus e a vivência diária da fé?
O que leva um sacerdote a
viajar desde a longínqua África, deixando os seus muitos afazeres, para vir
pregar a essas pessoas o amor de Deus?
O que leva essas mesmas duas mil pessoas
a acreditarem que algo pode mudar as suas vidas, lhes pode trazer paz e alegria
e até mesmo a cura dos seus males, psíquicos e físicos?
O que leva esse mesmo
sacerdote, franzino e frágil fisicamente por algumas doenças, a disponibilizar-se
inteiramente para ouvir, falar e rezar, por todos aqueles que dele se aproximam,
apesar de cansado pelas pregações, numa total disponibilidade da sua vida?
O
que leva essas pessoas a abrirem-se à misericórdia de Deus de tal modo, que
as suas vidas mudam, que de uma vida conflituosa, renasce uma vida de conciliação
e amor, e que algumas delas testemunham curas físicas mesmo diante dos nossos
olhos?
O que leva essas pessoas a levantarem os seus braços para louvar, para
cantar, para rezar, sem respeitos nem vergonhas humanas, como a lembrar-nos:
«Como se tivessem uma só alma, frequentavam diariamente o templo, partiam o
pão em suas casas e tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração.»
Act 2,46?
O que leva um homem de 44 anos (como eu tinha então), com vinte e
cinco anos de vida sem sentido, perdida nos prazeres do mundo, a
mudar radicalmente todas as prioridades da sua vida e a encontrar a paz,
a esperança e a confiança no meio de imensas tribulações, que
longe de desesperarem ensinam a caminhar?
E a resposta é simples, muito simples,
e está ao alcance de todos com muito mais facilidade que a compra de livros
de uns quaisquer gurus, ou medi tações profundas, ou cursos complicados de auto
satisfação!
A resposta é tão só e simplesmente:
Jesus Cristo, o Filho de Deus,
que se fez Homem como nós, nascido de Mulher como nós, que se alegrou e entristeceu,
que riu e chorou, que comeu e teve sede, que se cansou e descansou, que falou e orou,
e que no fim, por amor a todos e cada um de nós, padeceu, foi crucificado, morreu
e ressuscitou, apenas e tão só por amor, para nos salvar, já, aqui e agora,
porque «Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos.» Jo 15,13.
E também porque dentro do coração daqueles que acreditam há muito mais do que
a esperança, há a certeza de que Ele está vivo, se entrega todos os dias nos
altares em cada canto do mundo, e por isso mesmo, está sempre presente no meio
de nós e em nós.
E essa certeza, essa Verdade, nada nem ninguém no-la pode tirar!
Joaquim Mexia Alves