Testemunho de uma jornalista
Efusão do Espírito Santo
Sobre o fim-de-semana da Efusão do Espírito: confesso que estava um pouco ansiosa, mas ao mesmo tempo um pouco céptica. Por isso, esperei para ver. E vi! No dia que antecedeu à cerimónia, lembro-me que chorei muito. Tal qual como quando assisti a primeira cerimónia carismática. Não era um choro de tristeza, mas de um "lavar de alma". Percebi que tinha andado a resistir a um esvaziamento das minhas preocupações, tristezas, angústias e naquele momento, quando algo de maravilhoso começou a encher-me o peito, tudo isso saiu, foi lavado e escorreu como uma cascata pelo meu rosto. Ele veio morar dentro de mim, e tratou Ele mesmo de lavar e arrumar esta "casa".
No dia seguinte muni-me de uma boa quantidade de lenços de papel e espalhei-os pelos bolsos de modo a que, se repetisse a minha vontade de chorar, estaria bem previnida. Mas para grande espanto meu, não deitei uma única lágrima. Pelo contrário, senti uma paz muito grande. Lembro-me nitidamente, quando na capela, os irmãos mais velhos colocaram as mãos sobre os nossos ombros, ausentei-me daquele lugar. Não sei descrever onde estive, mas a paz era muito grande. Quando "regressei", percebi que algo de muito especial tinha acontecido. Aguardei, meio confusa que os irmãos me chamassem para a Efusão do Espírito. Aí, não senti nada de especial, talvez porque já o tivesse sentido. Mas no final, uma das irmãs deu-me uma pagela e leu-me uma passagem da Bíblia. Aí tudo se revelou. Isaías, 2;2.
Aparentemente, esta passagem, não me diria nada, mas disse-me tudo. Numa altura em que se propagam os profetas da desgraça, em que várias correntes falam de um Fim do Mundo para breve, em que as tribulações da humanidade entram todos os dias dentro das nossas casas através dos noticiários, a mensagem de Deus é muito clara. No final Ele vencerá. Porque temer? Ele nunca nos escondeu que passariamos por tudo isto, mas sempre nos disse para esperarmos Nele, para sermos firmes na nossa fé, que embora tudo isso estivesse previsto, Ele não nos iria abandonar. Percebi mais: que mais do que nunca Ele precisa de nós e estará connosco, para que possamos ajudá-Lo a tomar conta do Seu rebanho. Que fomos escolhidos para não deixar que os nossos irmãos se percam. Mais do que nunca precisamos partir ao encontro deles e ajudá-los a ultrapassar as suas tribulações. Fomos chamados, ungidos para evangelizar. E essa sensação, essa força que senti naquele momento, acredito que não deve ter sido muito diferente daquilo que sentiram os Apóstolos no Dia de Pentecostes. E eu, que sempre desejei ter caminhado ao lado de Jesus, ter falado em Seu nome, ter dado a conhecê-Lo às pessoas, ter evangelizado ao lado dos Apóstolos, sinto-me chamada a fazer isso no presente, porque é aqui que eu vivo e é agora que me é pedido para regressar a esse espírito de evangelização, para que "No fim dos tempos, o monte do Templo do Senhor esteja firme, seja o mais alto de todos e domine sobre todas as colinas."
Silvia Maria Pereira Fernandes