30º aniversário do Renovamento Carismático em Portugal
RESSONÂNCIAS

 

Lisboa - Jesus curou-me

Gostaria de partilhar a experiência maravilhosa que vivi e senti em mim, por ocasião das celebrações dos 30 anos do Renovamento Carismático em Portugal.

 

Tudo começou com uma ida a Fátima, no aniversário dos 30 anos do Renovamento Carismático Católico de Portugal. A nossa ida teria sido mais uma procura de conhecimento sobre o Renovamento Carismático Católico e acabou por ser um encontro pessoal com Jesus e uma busca interior de Amor.

 

Logo no 1º dia (5/11), depois de uma viagem muito boa, saindo de casa (Lisboa) pelas 19h, conseguimos estar (como nos tínhamos proposto e sem pressas desnecessárias) às 21h no Centro Paulo VI. Só conseguimos porque íamos ter com o Senhor e Ele deu-nos, de certeza, uma ajudinha para o fazermos. Nesse primeiro contacto com a Assembleia, (éramos 3.000 pessoas) senti-me em casa, e sem dar por isso, tanto eu como o Luís “sabíamos” os cânticos e ficámos perplexos e encantados em relação a isso. Também nesse dia ouvi pela primeira vez Maria de Sangiovanni e Margarita de Taveras. Elas falavam e entravam sem pedir licença nos nossos corações e com elas, Jesus ia abrindo nosso coração e entrava com toda a Sua Luz, com o Seu Amor. Nessa noite deite-me sem ter dores no corpo, o que me admirou pois tinha partido de Lisboa cheia de dores.

 

No 2º dia (6/11), principalmente à noite, senti que tinha aprendido muitas coisas novas. Sentia isto, principalmente, quando ouvia Maria de Sangiovanni ou a Margarita. Não sei explicar porquê, mas sempre que ouvia um ensinamento ou uma história contada por Maria de Sangiovanni, vibrava interiormente.
A certo momento aconteceu tudo... o que se passou não se pode, não se consegue contar – só vivendo. Era comovente ver pessoas com problemas de saúde sentirem-se bem, pessoas que chegaram de muletas a darem passos sózinhas, sem amparo algum que não o de Deus. Senti-me tão insignificante, tão pequenina face a tamanha maravilha e, ao mesmo tempo, enorme, tão grande e tão rica por ter Deus no meu coração.

 

No Domingo, 3º dia (7/11), assisti à Eucaristia mais bonita e intensa da minha vida. Não tenho palavras para descrever o que ali vivi. Fátima tinha sido um encontro total com Jesus. Não me apetecia sair dali. Regressámos a Lisboa em silêncio, vivendo interiormente tudo o que tínhamos sentido, cheios de amor e luz, enfim, com o coração cheio de Jesus.

 

E assim chegou terça-feira (9/11/2004). Fui à Igreja de Santa Isabel, onde se realizava nossa Assembleia Pneumavita, em jeito de despedida às irmãs Maria e Margarita. Fui sozinha, o Luís estava no Porto em trabalho.
Mais uma vez, Maria de Sangiovanni falou e tocou-me em particular a forma como descrevia a sua história (uma jovem com atrofia muscular, em estado terminal, que voltou a andar). Eu ouviria Maria horas seguidas, as suas vivências, as suas histórias magníficas, a sua caminhada ao serviço do Senhor. Num certo momento, depois da oração em conjunto, Maria e Margarita dizem em nome de Jesus que certas pessoas estavam a sofrer de variadíssimas doenças iriam ficar bem, ter grandes melhoras, até mesmo curas, e, mais uma vez, eu vi tudo isto acontecer. E como sempre, com a sua voz doce que nos leva a Jesus, Maria de Sangiovanni diz que todos aqueles que tinham sido tocados no coração pela história que ela contara, iriam sentir a mão doce de Jesus e ficariam bem, iriam melhorar, especialmente os que sofriam de doenças de ossos. Eu não poderia pensar que estaria no projecto de Jesus. Tenho osteoartrose e uma esclerose na zona da anca, o que me provocava dores fortes pelo corpo todo. Mas nesse momento senti que as minhas mãos estavam leves, os dedos não doíam. Pensei que era impressão minha, pois estava muito emocionada. No dia seguinte de manhã, ao levantar-me, os pés não doíam, os ombros estavam bem, as costas e as ancas também. Entrei quase em pânico – então como poderia estar a acontecer-me esta graça? Eu, que tomava comprimidos dia sim, dia não, por vezes todos os dias durante uma fase, sentia-me... leve.
Desde essa terça-feira não precisei mais de comprimidos.

 

Não posso parar de agradecer a Deus esta tão grande graça que recebi. Tenho receio de não estar a agradecer como devia... espiritualmente cresci e senti-me renovada, com mais Fé.
Sei que nunca mais irei ser a mesma pessoa.
O meu coração está cheio de agradecimento, amor a Deus e a Jesus.

Célia Santos


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