Cestos
de Pedras
Normalmente,
temos consciência de que as pedras não são muito grandes.
São normais, relativamente pequenas mas, como são muitas, tornam-se
um grande peso. Às vezes até desesperamos, não vemos qualquer
tipo de saída, parece-nos um fardo demasiado pesado para ser transportado,
com a nossa fragilidade. Outras vezes, ao analisarmos o conjunto das pedras
que pesam no nosso coração, decidimos iniciar um processo de mudança.
Começamos então a fazer um esforço para retirar algumas
pedras, de modo a aliviar o nosso sofrimento e iniciar uma renovação
na nossa vida. Mas não se consegue a paz e o equilíbrio espiritual
retirando hoje uma pedra e amanhã outra. O que é necessário
é deitar fora todo o cesto! A
dificuldade é que não podemos atingir este objectivo apenas através
das nossas capacidades. Mas é perante a consciência desta realidade
e com disponibilidade para sermos salvos, que já é possível
estar atento à voz do Senhor que nos diz sempre: “Vinde a mim,
entregai-me tudo”. É
o Senhor que retira de cima das nossas costas o cesto das pedras. Não
é só uma ou outra, é o cesto, é o peso acumulado
de todas as pedras. A acção do Espírito Santo, no Sacramento
da Reconciliação, deixa-nos completamente libertos e aliviados
das pedras que são os nossos pecados, muitas vezes pequenos, mas que
se vão acumulando e pesando nas nossas vidas. Nós
Te agradecemos, Senhor, porque nos propões que Te entreguemos tudo e
não apenas um ou dois pecados. O Teu Amor por nós é muito
grande, infinito... Queres aliviar-nos de tudo o que está mal nas nossas
vidas, oferecendo-nos o Sacramento da Reconciliação. Nós
Te damos graças porque nos dizes que só temos de parar, caminhar
até Ti e deixar que retires, de uma só vez, tudo aquilo que nos
oprime. Grupo
Pneuma-Boa Nova
A
nossa vida é, por vezes, muito pesada. São os sofrimentos físicos,
os medos, as incertezas, as inquietações espirituais... Na realidade,
há momentos em que sentimos enormes pesos, é como se carregássemos
cestos de pedras às costas! Vivemos em grande esforço, curvados,
lentos, como num campo de trabalhos forçados. Arrastamo-nos pela vida,
carregados e sem esperança.