"Se tivésseis fé do tamanho de uma semente de mostarda"
"Os Apóstolos disseram ao Senhor: 'Aumenta a nossa fé!'. O Senhor
respondeu: 'Se tivésseis fé do tamanho de uma semente de mostarda,
poderíeis dizer a esta amoreira: 'Arranca-te daí e planta-te no mar. E ela obedecer-vos-ia"
(Lc. 17,5-6).
O exemplo que Jesus apresenta é muito sugestivo. Evidentemente
que Jesus não quer que nós andemos por aí a mandar às árvores para se deslocarem
donde estão, e lançarem-se ao mar. Iríamos criar um desastre ecológico... Mas
aquilo que Ele nos quer dizer é que nós podemos usar esse poder para dar uma
ordem às doenças e elas obedecer-nosão. É a experiência que tenho vindo a fazer
durante estes 25 anos de exercício do ministério da cura, através da oração
com imposição das mãos.
Alguns exemplos podem, melhor do que as palavras, ilustrar
aquilo que estou a dizer; e confirmar que aquilo que Jesus disse uma vez, fica
dito para sempre. Ele não volta atrás.
Eu estava no norte da Itália, perto de
Verona, na casa de um casal amigo. Era uma segunda-feira, dia em que um grupo
de pessoas vizinhas costumava reunir-se em casa deles para a oração. Rezavam
o terço e meditavam a Palavra de Deus do Domingo seguinte. Partilhavam entre
eles a Palavra e terminavam com uma oração espontânea, baseada nessa mesma Palavra.
Naquela segunda-feira, fiquei a rezar com eles.
Ao fim da oração, a Maria Assunta,
mulher dum médico que morava no mesmo prédio, pediu ao grupo que rezas sem por
ela, como faz iam normalmente quando havia algum doente. Tinha um fibroma, com
dez centímetros de diâmetro, e muitos pólipos no útero. No dia seguinte deveria
ir ao hospital para que os médicos decidissem o dia da operação. Ela pedia que
rezássemos para que a operação corresse bem.
Dirigi-me a ela e disse-lhe: «vamos
rezar por ti, não para que a operação corra bem, mas para que não precises de
ser operada.» Olhou para mim muito intrigada, como que a perguntar como é que
isso poderia ser. Então li o texto do Evangelho de Lucas supracitado e perguntei-lhe:
«O que é que achas mais difícil: dizer a uma árvore arranca-te daí e lança-te
ao mar, ou dizer ao fibroma que “Se tivésseis fé do tamanho de uma semente de
mostarda” Pe. Alfredo Neres Catequese e Renovamento Sementes de mostarda Pneuma
| 25 está no teu útero: sai daí e vai para o fundo do mar?» A Maria Assunta
continuava muito céptica. Mas respondeu que seria mais fácil mandar o fibroma
embora. Então, sem perder tempo, disse aos membros do grupo: «Acreditai que
Jesus hoje vai fazer aquilo que Ele nos disse para fazer. Vamos impor-lhe as
mãos, como Jesus disse, e dar uma ordem, a esse fibroma e a esses pólipos, para
irem para o fundo do mar».
Fizemos então uma oração deste teor: «útero e todos
os órgãos, nós vos ordenamos, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão
e pelos méritos de Maria Santíssima e de S. José, tomai a vossa forma e função
normais e ficai curados. Em nome de Jesus, ordenamos, ao fibroma e a todas as
doenças da Maria Assunta, que saiam imediatamente dela, que se lancem ao fundo
do mar e que nunca mais a voltem a importunar».
Naquele momento, era impossível
verificar o que é que tinha acontecido. Então recomendei-lhe que no dia seguinte
fosse de manhã cedo ao hospital fazer uma ecografia, para que os médicos verificassem
que o fibroma e os pólipos já lá não estavam. Ela assim fez. Depois de terem
feito e examinado a ecografia, os médicos não queriam acreditar naquilo que
viam e pensavam que teria havido algum engano. Mas, após exames mais cuidados,
acabaram por chegar à conclusão de que a Maria Assunta estava completamente
curada. No relatório da ecografia declararam que o fibroma e os pólipos tinham desaparecido e que não havia nenhum sintoma de que ela tivesse
tido alguma doença no útero.
Por onde é que o fibroma e os pólipos saíram? Ninguém
sabe. Ela não viu nada exteriormente. O que é certo é que foram para o fundo
do mar, para onde Jesus nos tinha dito que os mandássemos.
Apenas saiu do hospital,
cheia de alegria, veio a correr a casa da vizinha, para dar a notícia da sua
cura. Todas as pessoas que tinham rezado por ela ficaram maravilhadas de como
o Senhor faz coisas incríveis.
Aquela cas a pas sou a ser uma verdadeira casa
de oração. As pessoas que se reuniam todas as semanas para a oração começaram
a rezar umas pelas outras, para serem curadas. A segunda miraculada foi a Gilda,
a dona da casa. Ela andava sempre cheia de dores na coluna. Tinha hérnias e
espondilose na coluna lombar. Após termos recebido a novidade da cura da Maria
Assunta, pediu logo que rezássemos também por ela. Fizemo-lo e ela ficou curada. Desapareceram todas as dores.
Demos louvor e glória a
o Senhor pelas maravilhas que Ele continua a fazer através dos Seus
irmãos e das Suas irmãs!
Nota: Este texto constitui o capítulo IV do livro do
Padre Alfredo Neres, que está no prelo, com a chancela das Edições Pneuma.
Pe. Alfredo Neres