Jesus está vivo e é bom!
"Jesus
está vivo e é bom!" Apetecia-me escrever esta frase num gigantesco
letreiro junto à entrada da ponte 25 de Abril, ou em qualquer outro local
de passagem para milhares de pessoas que desconhecem que Jesus está vivo
e é bom.
Por graça de Deus, pela Sua infinita bondade e misericórdia, eu
já O conhecia. Sabia que a pessoa de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro
Homem, é clemente e compassiva. Porque, em todos os momentos da minha
vida, Ele estendeu-me a Sua mão de Pai, não obstante os meus pecados,
mostrando-se sempre carinhoso e amigo, fiel a Si próprio.
Na assembleia, durante a efusão do Espírito Santo, tive a sensação
que aquela mão familiar repousava novamente sobre o meu coração,
a curar e a abençoar. Mas desta vez foi diferente: nada de discrição,
nada de subtilezas. O Senhor encheu-me até acima daquela luz a que nenhum
medo ou angústia resiste, a luz que as trevas não podem vencer.
O Céu desceu sobre mim, e enquanto as lágrimas escorriam suavemente,
uma após outra, um bisturi de fogo retalhava-me o coração.
Jesus Cristo, cirurgião das almas...
Isto é fraco enquanto poesia - e contudo, foi assim que aconteceu! Deus
deu-me a graça de, para variar, eu O deixar revelar-se totalmente como
Deus de amor, como Rei e Senhor de um Universo que vai da vida microscópica
às grandes estrelas e que é regido com amor. Assim é Deus.
Depois da oração individual, senti-me como a samaritana que exclamou:
"Venham ver, venham ver! Este homem sabe o que fiz!". Ele sabe tudo
sobre mim. Mostrou que me conhece da cabeça aos pés, como a palma
da Sua mão. Nenhum recanto meu Lhe é estranho; não há
nada em mim que não possa ser curado, libertado e salvo. Ele tem o poder
- só Ele tem o poder para tanto.
Ele resgatar-me-á do que me oprime e dar-me-á um coração
novo, a transbordar de paz e de alegria. Ele disse-mo, através da boca
dos meus irmãos, e eu acredito porque Ele sempre foi um esbanjador de
graças! Ele criou-me e deu a vida por mim na cruz! Para Ele, sou único
e precioso, neste cosmos imenso.
Agora creio saber porque é que Pedro, após a transfiguração
do Senhor, queria fazer três tendas no Tabor. Quem é que quer descer
de novo à terra? Quem não deseja permanecer naquela nuvem? O Céu
tem de ser alguma coisa muito parecida com isto, com uma permanente efusão
do Espírito de Deus sobre nós. Ou, como escreveu São Paulo,
com palavras de uma sabedoria que vem do alto: "Hoje vemos como por um
espelho, de maneira confusa, mas então veremos face a face. Hoje conheço
de maneira imperfeita: então conhecerei exactamente, como também
sou conhecido" (1Cor 13,12).
Nuno Capucha