Ser Missioonário Carismático, Sempre e em Toda a Parte
A minha homenagem ao Pe. José Lapa
Conheci o Pe.
José Lapa na longa data de 1975 quando despertava a primavera do Renovamento
Carismático Católico em Portugal. A sua figura ímpar, imbuída de simplicidade
e ardor apostólico, fazia dele um sacerdote líder, devotado totalmente à missão,
conforme o carisma da Congregação do Espírito Santo.
Tinha iniciado em Novembro
de 1974 o Renovamento Carismático em Fátima, enquanto eu, sem o saber, o iniciava
no mês de Junho de 1975, na cidade do Porto. Ele trazia-o de Roma e eu de Lyon,
os dois entregues com entusiasmo a esta realidade eclesial.
D. António Ferreira
Gomes chamou-me várias vezes, dizendo-me que a palavra mais exacta em português
para traduzir do francês “Renouveau Charismatique”, ou do inglês “Charismatic
Renewal” seria “renovo carismático” na Igreja. Assim como a videira dá os seus
“renovos” na primavera, assim Deus envia à sua Igreja os seus “renovos”. Muito
amigo do Card. Suenens, com quem tinha partilhado no Concilio Vaticano II, esperava
muito deste “Novo Pentecostes”.
Acompanhei o Pe. José Lapa nas primeira Assembleias
Nacionais, com as vozes da Comunidade de Vida (CODEVI), donde saíram as primeiras
músicas do RCC em Portugal. A seu lado, fomos construindo equipes diocesanas,
a fim de tornar o movimento sólido. O Pe. José Lapa gostava de dizer muitas
vezes: “O Renovamento é para toda a Igreja, é com a Igreja e na Igreja que o
Espírito Santo derrama os seus dons”. Os frutos do Espírito apareciam nos seus
grupos em abundância.
Muito cedo fundou a revista Pneuma, como órgão aglutinador
e dinamizador da experiência carismática. A Assembleia Carismática organizada
por ele e pelos seus grupos, em Fátima, era sempre o ponto de chegada e o ponto
de partida para novos relançamentos de grupos, quer a nível nacional, quer internacional.
Não posso esquecer as experiências que fiz, na sua companhia, em diversas partes
do mundo, sobretudo nos retiros para sacerdotes. Para levar o Renovamento à
Igreja e aos sacerdotes, estava disposto a todos os sacrifícios. Não há diocese
que ele não tenha visitado, não há grupo carismático que não tenha sentido a
forte presença do seu ardor sacerdotal.
Dou graças a Deus pela sua vida e rezo
ao Senhor para que lhe dê saúde.
Um abraço amigo.
Pe. Jerónimo da Rocha Monteiro SDB