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Amigo, ao visitares este “site” perguntaste: “Quem sois vós?” Agora que já nos conheces um pouco, e mais nos conhecerás na medida em que nos acompanhares, como amigo te sugerimos: entra neste barco, pergunta, dialoga e fica connosco, e também dirás como João Baptista: “Vi o Espírito Santo a descer do Céu como uma pomba e a permanecer sobre Ele”. Jesus, como a nós, também a ti quer dar uma Vida Nova, pela graça da “Efusão/Baptismo no Espírito Santo”.

Pe José da Lapa

 

O ROSTO DA MISERICÓRDIA

“A mulher adúltera”, Philippe Berrached | in “église vivante”

 

 


O Ano da Misericórdia é um tempo de graça, em que cada um

poderá viver a experiência que viveu uma mulher há cerca

de 2000 anos.


Ela não tem nome, de modo que podemos identificar-nos

com ela.

Não o somos também nós? A narração da mulher
adúltera (Jo 7, 53-8,11)

é a chave para compreender o Evangelho de João.Ela é

adúltera, dirão.

 

Com ele, descubramos que Jesus Cristo é o rosto da

Misericórdia do Pai                                                                                                         

                                                                                                                                                                                  

Jesus volta a dar um rosto

A história da mulher adúltera é uma porta de entrada do Ano Jubilar. Prova-nos que o Senhor é misericórdia e não apenas justiça. Com efeito, «se Deus Se detivesse apenas na justiça, deixaria de ser Deus; seria como todos os homens que clamam pelo respeito da lei. A justiça por si só não é suficiente, e a experiência mostra que, limitando-se a apelar para ela, corre-se o risco de a destruir. Por isso Deus, com a misericórdia e o perdão, passa além da justiça.»(1)                                                                                                                                                                                               O Evangelho de João pode-nos ajudar a perceber melhor esta perspetiva que talvez nos perturbe. Ao constatar que ninguém condenou a mulher, Jesus volta a dar-lhe um rosto. Não somente Jesus e a mulher estão unidos pelos seus destinos incertos, mas o rosto de Jesus como enviado do Pai, dá à mulher a sua verdadeira identidade: aquela que vai e não volta a pecar.

 

«Ninguém Senhor...»

Os escribas e os fariseus chamam Jesus de «Mestre». Para eles, Ele é apenas um mestre que ensina uma doutrina. Interrogada por Jesus, a mulher pronuncia duas palavras: «Ninguém, Senhor». A primeira palavra dirigida aos escribas e fariseus, e a segunda a Jesus. A primeira palavra remete para a afirmação de Jesus: «Aquele que esteja sem pecado, esse atire a primeira pedra». Ninguém se sentiu sem pecado. Jesus, que é sem pecado, enunciou assim a regra do verdadeiro juíz. Aquele que ousasse lançar a primeira pedra iria declarar-se sem pecado, ou seja, igual a Deus. Assim, a resposta de Jesus tem um alcance teológico importante. «Aquele que esteja sem pecado», é o próprio Deus. Só Ele é o verdadeiro juíz.

Como é dito no Deuteronómio: «É o Senhor vosso Deus, que é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande poderosos, incorruptível que dá a justiça ao orfão e à viúva...»(Dt 10, 17-18). Aquele que está sem pecado não é senão Deus, o único que pode julgar sem parcialidade.

A segunda palavra da mulher:«Senhor», é um termo importante. Com efeito, um pouco antes do texto da mulher adúltera, pode ler-se:«como é que Ele conhece as Escrituras sem ter estudado?» Há admiração pela sabedoria de Jesus porque desde o início da narração de João, os fariseus e os escribas são aqueles que não acreditam. Ora, Jesus responde à objeção: « A Minha doutrina não Me pertence, é d’Aquele que Me enviou» (Jo 7, 16). Após a passagem da mulher adúltera, no final do capítulo 8, pode ler-se por três vezes, «Eu sou» (8, 24.28.58). Este título divino, sublinha a relação que une Jesus ao Seu Pai e mostra que é o Filho quem julga. Dito de outra forma, a história da mulher adúltera apresenta em vários actos, a identidade de Jesus. Ele pode julgar, como o anunciaram os profetas, porque Ele é o enviado do Pai.

 

Julgamento sem condenação

Falta explicar este «vai e não voltes a pecar». Se lermos esta frase segundo a perspetiva de Ezequiel, a mulher adúltera é uma figura de Israel. No capítulo 16 o profeta conta uma história alegórica sobre a cidade de Jerusalém. Quando ninguém lhe dava importância, Deus concedeu-lhe tudo e fê-la crescer. Mas aproveitando estes dons, ela prostitui-se:«a adúltera recebe os estrangeiros no lugar do seu marido» (Ez 16, 32). Assim a falta de Jerusalém é a de se virar para os deuses estrangeiros. O versículo 35 anuncia a acusação e depois a sentença. Porque ela se prostituiu, Deus vai-lhe: «inflingir o castigo das mulheres adúlteras e sanguinárias». E a sentença será executada pelos seus amantes reunidos à sua volta para a lapidar, como no nosso texto. Mas também em Ezequiel não há condenação: no final, Deus vai lembrar-se da Sua Aliança e absolver Jerusalém (Ez 16, 60-63).

No capítulo 18, Ezequiel explica melhor este gesto de justiça divina, uma sentença sem condenação. Deus declara, efetivamente que, se o pecador «renuncia a todos os pecados que cometeu, observa todas as minhas leis e pratica o direito e a justiça, ele deve viver,  não morrerá» (Ez 18,21). E acrescenta: «E vós dizeis: o modo de proceder do Senhor não é justo. Escutai, pois, casa de Israel, então é o meu modo de agir que não é justo? É a vossa maneira de agir que não é correta (...) Se o pecador se afasta do pecado que cometeu para praticar o direito e a justiça, ele merece viver» (Ez 18, 25-27)

 

Para além da justiça

Desde logo, entendemos melhor o que é a misericórdia, e como ela está profundamente ancorada na Escritura. A mulher adúltera perdoada é semelhante àquele povo de que falam alguns versículos mais à frente: «os ignorantes da Lei que os sumo sacerdotes e os fariseus qualificam de “malditos”» (Jo 7,49). Aqueles que crêem em Jesus são aqueles que «não conhecem a Lei». Aqueles que a conhecem, os fariseus e os notáveis, esses não acreditam. Jesus, contudo, conhece a Lei: « como é que Ele conhece as Escrituras sem ter estudado?»   (Jo 7,15). Mas, Jesus, não se fica pela justiça. Ele mostra o rosto do Pai Misericordioso, para além da justiça.

Ao longo desta história, modelo para o Ano Santo, Jesus mostra o Seu Rosto: a Misericórdia do Pai. A mulher é figura da Igreja, onde o Filho ensina e julga. Ela é também o que somos quando acolhemos a misericórdia. Podemos dizer: «Ninguém» porque a justiça não é suficiente, e somente a Misericórdia salva. E nós podemos chamar de «Senhor» a Jesus, aquele que pratica a Misericórdia. A mulher recebe a sua identidade de Jesus que a julga e lhe diz:«vai e não tornes a pecar». Eis o programa que nos mostra este «vai» anunciado pelo Filho, que ensina e julga: uma Igreja de conversão. Mas há mais. Através da mulher procurou-se colocar uma armadilha a Jesus. Assim entre a mulher e Jesus há uma comunhão de destinos, ambos se encontram na mesma situação de fraqueza diante daqueles para quem apenas conta a justiça.

«Felizes os Misericordiosos» porque viveram a experiência de que a justiça do Senhor é misericórdia. É por isso que S. Agostinho afirma «é mais fácil que Deus contenha a ira do que a misericórdia».

 

 

Claro escuro

A cada dia, a violência, a injustiça e o horror são lançados nos jornais e televisões. Será o homem um assassino sanguinário? «Homo homini lupus» diziam os antigos: «o homem é o lobo do homem». Em toda esta barbárie, onde está Deus?...Não será que por detrás das imagens dos ecrãs e nas entrelinhas dos jornais, nos podemos aperceber de uma imensidão de gestos de conforto, de heróica solidariedade, de bondade e caridade fraterna para com os sofredores e as vítimas?

Discreto, Deus está lá, no amor que se dá, e também crucificado no inocente que é morto...a humanidade é um claro escuro, movendo-se em direção a uma luz onde não haverá mais «nenhuma espécie de trevas». (1Jo 1,5)

Frére André

 

 

 

 

MAIO, MÊS DE MARIA, MÊS DO AMOR

Ele sabia que fracos como somos, precisaríamos sempre de uma poderosa intercessão junto dEle e também, que seria preciso alguém como nós, para nos chamar ao caminho e avisar permanentemente das nossas fraquezas

MARIA NO RENOVOVAMENTO CARISMÁTICO

O importante é que Maria é o protótipo da Igreja, e mais especialmente o modelo na sua relação com o Espírito e do impulso carismático de toda a vida eclesial, posta em evidência pela teologia pós-conciliar.

MARIA É FELIZ PORQUE ACREDITOU

A Mãe, por conseguinte, lembrada de tudo o que lhe havia sido dito acerca deste seu Filho, na Anunciação e nos acontecimentos sucessivos, é portadora em si mesma da «novidade» radical da fé: o inicio da Nova Aliança